Quando longe dela, fazendo algo que preste na vida, lembro-me instintivamente de trocentas coisas que quero/tenho que procurar. Brainstormings, shitstormings; sinapses-ilações-concatenações frenéticas. Chego a anotar em papéis.
Quando nela, diante da tela emblematicamente branca do Google, me dá um branco (perdão pelo trocadilho) e não tenho a mínima idéia do que quero/procuro – é impossível lembrar o que digitar. E os malditos papéis com minhas anotações sumiram.
Quando esgotado por alguma vivência qualquer – uma vivência real -, mesmo que de duração ínfima – e mesmo que seja algo de caráter terrivelmente enfadonho, ou inútil, ou até mesmo contraproducente -, termino com sono, satisfeito por haver uma conclusão - uma conclusão real.
Quando enfastiado pela navegação por horas e horas na rede, fico sempre com uma sensação de vazio, e uma falta de sono; um travo amargo de insatisfação... uma sensação de que cheguei à parada a tempo apenas de enxergar o último ônibus partindo, de que tropecei bem ao lado do que procurava, mas que não o atingi... em suma: de que fui desconectado quando o download já estava aos noventa e poucos por cento...
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Finally!
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